Autonomia relacional e minerais críticos
Pergunta central: O que resta da autonomia relacional argentino-brasileira quando a própria base relacional se desacopla — e a captura extrarregional do lítio e do nióbio acelera essa deriva, ou pode constituir um novo piso?
O lítio argentino e o nióbio brasileiro formam uma complementaridade estrutural hoje capturada principalmente por atores extrarregionais. A história bilateral oferece um precedente, a ABACC, nascida de um interesse vital compartilhado e simétrico. Os minerais críticos e a governança dos fundos marinhos não oferecem essa base: são arenas de acesso competitivo a rendas.
Este diálogo examina se o desacoplamento bilateral em curso desde o início da década de 2010 ainda deixa espaço para a cooperação no Atlântico Sul, ou se a janela se fechou.
Fonte de partida: Antoine Bachelin Sena, Hacia una autonomía estratégica regional, CARI, Comentarios Estratégicos n.º 68, agosto de 2026